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sexta-feira, 26 de abril de 2013
Veja dicas e exemplos para escrever uma boa redação - Matéria Português - Dicas de Português - Língua Portuguesa
Veja dicas e exemplos para escrever uma boa redação
Uma boa redação: a CONCISÃO
Escutamos muito: um bom texto deve ser claro e conciso.
Não há dúvida de que a clareza é a principal qualidade do texto. Ser conciso, entretanto, é uma luta muito árdua.
Ser conciso é dizer o necessário com o mínimo de palavras, sem prejudicar a clareza da frase. É ser objetivo e direto.
E aqui está a nossa dificuldade. Nós, brasileiros, estamos habituados a falar muito para dizer pouco, a escrever mais que o necessário, a discursar mais para impressionar do que comunicar.
Para muitos, esse hábito começa na escola. É só fazer uma “sessão nostalgia” e voltarmos aos bons tempos de colégio, às gloriosas aulas em que o professor anunciava: “hoje é dia de redação”. Você se lembra da “alegria” que contagiava a turma? Você se lembra de algum coleguinha que dizia estar “inspirado”? Você se lembra de algum tema para a redação que tenha deixado toda a turma satisfeita? A verdade é que não aceitávamos tema algum. Pedíamos outro tema. Se o professor apresentasse vários temas, pedíamos “tema livre”. E se fosse “tema livre”, exigíamos um. Era uma insatisfação total. Depois de muita briga, o tema era “democraticamente imposto”. E aí vinha aquela tradicional pergunta: “Quantas linhas?” A resposta era original: “No mínimo 25 linhas”. Eu costumo dizer que 25 é um número traumático na vida do aluno. A partir daquele instante, começava um verdadeiro drama na sua vida: “Meu reino pela 25ª linha”. Valia tudo para se chegar lá. Desde as ridículas letras que “engordavam” repentinamente até a famosa “encheção de linguiça”.
E aqui pode estar a origem de tudo. Nós nos habituamos a “encher linguiça”. Pelo visto, há políticos que fizeram “pós-graduação” no assunto. São os mestres da prolixidade. Falam, falam e não dizem nada. Em algumas situações não têm o que dizer, às vezes não sabem explicar e muitas vezes precisam “enrolar”.
O problema maior, entretanto, é que a doença atinge também outras categorias profissionais.
Vejamos três exemplos retirados de bons jornais:
“A largada será no Leme. A chegada acontecerá no mesmo local da partida.”
Cá entre nós, bastava ter escrito: “A largada e a chegada serão no Leme.”
“O procurador encaminhou ofício à área criminal da Procuradoria determinando que seja investigado…”
Sendo direto: “O procurador mandou investigar”.
“A posição do Governo brasileiro é de que esgotem todas as possibilidades de negociação para que se alcance uma solução pacífica.”
Enxugando a frase: “O Brasil é a favor de uma solução pacífica”.
À TOA ou À-TOA?
Antes do novo acordo ortográfico era assim:
a) À TOA = “a esmo, ao acaso, sem fazer nada” (locução adverbial de modo = refere-se ao verbo): “Passou a vida à toa”; “Anda à toa pelas ruas”;
b) À-TOA = “inútil, desprezível, desocupado, insignificante” (adjetivo = acompanha um substantivo): “Era uma mulher à-toa”; “Não passava de um sujeitinho à-toa”.
Com o novo acordo ortográfico, não devemos mais usar o hífen nesse caso. Assim sendo, a forma adjetiva não tem mais hífen: “mulher à toa”; “sujeitinho à toa”, “probleminha à toa”…
MUITO ou MUITA pouca comida?
O certo é “MUITO POUCA comida”.
1o) “POUCA comida” – POUCA é um pronome adjetivo indefinido porque acompanha um substantivo (=comida). Os pronomes concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem: “poucas pessoas”; “muita saúde”; “tantos livros”; “provas bastantes”…
2o) “MUITO pouca comida” – MUITO é um advérbio de intensidade pois se refere ao pronome adjetivo (=pouca), e não ao substantivo. Os advérbios não apresentam flexão de gênero e número: “Elas estão muito satisfeitas”; “Os jogadores estão pouco confiantes”; “As alunas ficaram bastante felizes”…
O DESAFIO
As dúvidas são:
1ª) VENDE-SE ou VENDEM-SE estas casas ?
2ª) Da 1a A ou À 5ª série ?
3ª) Seja BENVINDO ou BEM-VINDO ?
4ª) ADQUIRI-LOS ou ADQUIRÍ-LOS ?
Respostas:
1ª) VENDEM-SE estas casas. (No plural para concordar com o sujeito “estas casas” = “Estas casas são vendidas”);
2ª) Da 1ª À 5ª série. (Com crase = preposição “a” + artigo “a” que define a 5ª série);
3ª) Seja BEM-VINDO. (O novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa já registra a forma “benvindo” como variante linguística);
4ª) ADQUIRI-LOS. (Sem acento agudo).
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quinta-feira, 11 de abril de 2013
Gêneros textuais do cotidiano - Redação
Gêneros textuais do cotidiano
Aqueles considerados gêneros textuais do cotidiano assim se concebem em virtude da recorrência mediante as diversas interações linguísticas que proferimos.
Alguns gêneros, materializados pelo aspecto recorrente, são considerados como sendo do cotidiano
Gêneros textuais do cotidiano... falando assim, parece tal assunto, literalmente, estar relacionado a posicionamentos recorrentes, rotineiros, sim? Claro, sobretudo porque enfatiza de modo contundente o termo “cotidiano”. Mas, referindo-nos à palavra “gêneros”, a que estaria ela relacionada?
Pois bem, mediante nossa conduta enquanto usuários da língua, participamos ativamente de distintas situações comunicativas, sejam essas manifestadas por meio da linguagem verbal, sejam por meio da não verbal. Assim, estando-nos nesse meio inseridos, antes mesmo de proferirmos algumas palavras, desde o momento em que as informações começam a ser processadas na nossa mente, ativam-se determinadas intenções, determinadas finalidades a que nos propomos mediante o diálogo ora estabelecido. Assim, cabe afirmar que, a depender do que se quer dizer, temos a nosso dispor uma infinidade de recursos, os quais vão desde a estrutura dos textos que construímos até a linguagem propriamente dita.
Nesse sentido é que podemos contar com as modalidades textuais – narração, dissertação e descrição, consideradas tipologias básicas, visto que elas, uma vez determinadas, atuarão como sustentáculo para que nos apropriemos das estruturas específicas de cada texto e criemos nosso discurso de forma adequada aos objetivos que desejamos atingir frente às interlocuções estabelecidas. Dessa forma, nada melhor que uma seção, sim, uma seção, especificamente preparada para você que deseja se interagir de forma plena com as diversas situações comunicativas das quais participamos diariamente – razão pela qual se denominam “gêneros”.
Assim, pautados nesses aspectos, aqui estarão muitos deles que, pelo caráter assim tão recorrente, são considerados pertencentes ao cotidiano, como é o caso do e-mail, do blog, da carta pessoal, do relato pessoal, enfim... não, não nos custa comprovar, concorda?!!!
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Gêneros textuais do universo jornalístico - Redação
Gêneros textuais do universo jornalístico
Os gêneros textuais do universo jornalístico, semelhantemente a tantos outros, caracterizam-se por traços distintos, tanto em termos linguísticos, quanto em discursivos.
No que se referem a aspectos específicos, os gêneros textuais do universo jornalístico se demarcam por traços distintos
Manter-se informado retrata uma rotina inerente ao ser humano. Sim, buscamos saciar tal propósito por meio da leitura do jornal impresso, on-line, por meio daquele veiculado pelo meio televisivo, enfim, seja qual for a fonte de transmissão dessas informações, a pergunta que insiste e que, sobretudo, move-nos constantemente ao proporcionarmos um espaço como esse a você, resulta do seguinte propósito: ao se inteirar do conteúdo expresso numa notícia, numa reportagem, você já atentou para as características linguísticas que norteiam esses gêneros textuais?
Ao tocarmos nesse ponto, torna-se urgente tocarmos em outro ainda mais importante, enquanto interlocutores, o que buscamos numa notícia? E quem a produz, qual a intenção de fazê-la? Pois bem, partindo de ambos os pressupostos, ora demarcados pela situação de produção (revelar a informação), bem como pelo objetivo de se manter informado(a), temos motivos, digamos assim, “de sobra” para fazer com esse mesmo espaço, perfazendo-se de intenções certeiras, realmente se concretize, e que você realmente se familiarize com as marcas que delineiam os chamados gêneros veiculados no meio jornalístico.
Eles, por sua vez, diferenciando-se de alguns outros, são publicados, ou seja, são expostos independentemente de qualquer que seja o meio de divulgação: revistas, jornais, meio virtual, enfim. E mais: levando em consideração as expectativas demarcadas por alguém que se encontra do outro lado, a linguagem e a estrutura do discurso insistem cada vez mais em serem fatores preponderantes.
Desta feita, até aqui fizemos com que você se situasse na condição de interlocutor, embora não esteja descartada a possibilidade de você se encontrar de todo(a) contextualizado(a) à situação de enunciador, ou seja, emissor. Contextos caracterizados por uma situação de produção no meio escolar, acadêmico, e por que não dizer naquele em que você se encontra pleiteando uma tão sonhada vaga na universidade ou até mesmo no serviço público, hein? Daí, agarre essa oportunidade que para você proporcionamos e confira muito mais!!!
Gêneros textuais do cotidiano - Redação
Gêneros textuais do cotidiano
Aqueles considerados gêneros textuais do cotidiano assim se concebem em virtude da recorrência mediante as diversas interações linguísticas que proferimos.
Alguns gêneros, materializados pelo aspecto recorrente, são considerados como sendo do cotidiano
Gêneros textuais do cotidiano... falando assim, parece tal assunto, literalmente, estar relacionado a posicionamentos recorrentes, rotineiros, sim? Claro, sobretudo porque enfatiza de modo contundente o termo “cotidiano”. Mas, referindo-nos à palavra “gêneros”, a que estaria ela relacionada?
Pois bem, mediante nossa conduta enquanto usuários da língua, participamos ativamente de distintas situações comunicativas, sejam essas manifestadas por meio da linguagem verbal, sejam por meio da não verbal. Assim, estando-nos nesse meio inseridos, antes mesmo de proferirmos algumas palavras, desde o momento em que as informações começam a ser processadas na nossa mente, ativam-se determinadas intenções, determinadas finalidades a que nos propomos mediante o diálogo ora estabelecido. Assim, cabe afirmar que, a depender do que se quer dizer, temos a nosso dispor uma infinidade de recursos, os quais vão desde a estrutura dos textos que construímos até a linguagem propriamente dita.
Nesse sentido é que podemos contar com as modalidades textuais – narração, dissertação e descrição, consideradas tipologias básicas, visto que elas, uma vez determinadas, atuarão como sustentáculo para que nos apropriemos das estruturas específicas de cada texto e criemos nosso discurso de forma adequada aos objetivos que desejamos atingir frente às interlocuções estabelecidas. Dessa forma, nada melhor que uma seção, sim, uma seção, especificamente preparada para você que deseja se interagir de forma plena com as diversas situações comunicativas das quais participamos diariamente – razão pela qual se denominam “gêneros”.
Assim, pautados nesses aspectos, aqui estarão muitos deles que, pelo caráter assim tão recorrente, são considerados pertencentes ao cotidiano, como é o caso do e-mail, do blog, da carta pessoal, do relato pessoal, enfim... não, não nos custa comprovar, concorda?!!!
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Gêneros textuais argumentativos - Redação
Gêneros textuais argumentativos
Muitos são os gêneros textuais considerados argumentativos, característica essa demarcada, sobretudo, pela finalidade discursiva a que se propõem.
Os gêneros textuais de cunho argumentativo se manifestam por meio da modalidade oral, mas também se fazem presentes por meio da escrita
Expor sua opinião no intuito de fazer com que o “outro” atribua confiabilidade naquilo que está proferindo é simples, corriqueiro, haja vista que se trata de um procedimento louvável e recorrente. Assim, atendo-nos a tal recorrência, não há como descartar a possibilidade de que a ênfase ora se aponta para as diversas situações comunicativas de que fazemos parte, que uma vez materializadas, traduzem-se nos chamados gêneros textuais.
Se se trata dessas circunstâncias, relembrá-las nos faz pensar em algumas que, para início de conversa, fazem-se presentes por meio da oralidade, como é o caso do debate, cuja característica principal resulta no confronto de opiniões acerca de um determinado assunto. Passando adiante, voltemos nossa atenção para aqueles que se tornam palpáveis no âmbito da escrita, como é o caso do editorial, artigo de opinião, carta argumentativa, carta de solicitação e de reclamação, enfim, muitas são as situações em que o emissor tem de assim se posicionar e deixar claro que as ideias prevalecem quando o assunto diz respeito à defesa de opiniões acerca de um determinado assunto.
Como você já deve ter percebido, caro(a) usuário(a), trata-se de situações de interação comunicativa frequentes e que se tornam passíveis de um olhar mais atento, levando em conta os muitos traços que as demarcam, sobretudo aqueles de natureza linguística. Nesse sentido, temos o privilégio de proporcionar a você este espaço, um espaço no qual poderá compartilhar as informações de que precisa para que também, no momento de se tornar um(a) emissor(a) de tais gêneros, considerados argumentativos, tenha condições de colocar em prática todas as habilidades que se fazem requisitadas, razão pela qual convidamo-lo(a) a participar conosco dessa verdadeira empreitada! Não perca, portanto, justamente para não correr o risco de perder essa grande chance, imperdível por sinal!
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Linguagem e comunicação - Redação
Linguagem e comunicação
Pode parecer estranho, mas a linguagem coloquial é apropriada a certos tipos de situação! Isso não quer dizer que esteja em acordo com as regras normativas, pois não está, mas sim a adequação do enunciado de acordo com o contexto.
Por exemplo: Suponhamos que uma jovem ligue para a amiga, a fim de convidá-la para sair e diga: Olá Ana, bom dia! Como vai você? Quero convidá-la para passar esta tarde comigo, a fim de que possamos nos divertir no shopping próximo a sua casa. Desfrutaríamos de bons momentos juntas se fôssemos.
A fala acima, apesar de não contradizer o padrão culto da língua, não está ajustada à circunstância.
Tudo é uma questão da consideração que se faz aos elementos usados no processo da comunicação, logo, emissor e destinatário devem ser analisados.
Outro exemplo é falar com uma autoridade da maneira que se fala com um amigo! Imagine um aluno dirigindo-se à professora deste modo: E aí, véi! Cumé que é? Essa prova saí ou não saí? Ce sabe né fessora, tem que estudá, tá ligado?!
A situação acima representa até mesmo uma questão de falta de respeito, pois a professora não fala assim e não há intimidade suficiente entre emissor (aluno) e receptor (educador) para esse tratamento.
Em consideração à forma escrita, temos como exemplo um bilhete da irmã para a irmã:
Fulana, peço-lhe que avise nossa mãe do seguinte: Não irei almoçar em casa hoje, pois tenho muitos afazeres, inclusive uma reunião. Por favor, não deixe de avisá-la, pois não quero causar trabalho desnecessário! Obrigada, Cicrana.
Não seria muito mais apropriado se Cicrana escrevesse para Fulana algo do tipo: Mana, avisa a mamãe que não vou almoçar hoje, tenho reunião. Por favor, não esquece, senão ela vai acabar fazendo muita comida! Brigado viu, bjo!
Então, tudo depende da circunstância em que se está inserido! Por isso, é importante levar em consideração o assunto tratado, o meio pelo qual a mensagem será transmitida, o contexto (tempo, espaço) e o nível social e cultural do interlocutor (destinatário).
Sempre considere o padrão coloquial e culto da língua: o primeiro é usado para a comunicação mais informal, com mais liberdade, sem apego às normas gramaticais. Geralmente, é utilizado no trato com amigos e familiares. Já o segundo manifesta-se pelo emprego das estruturas formais da língua, usada em situações em que se exige a formalidade e regras gramaticais.
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Formas variadas de linguagem - Redação
Formas variadas de linguagem
Formas variadas de linguagem atestam uma ocorrência voltada para as diferentes circunstâncias comunicativas de que fazemos parte cotidianamente.
Demarcando as diferentes circunstâncias de comunicação, eis que nos deparamos com as formas variadas de linguagem
Um bate-papo informal com os amigos, um discurso de formatura, aquele linguajar, digamos assim, diferente do seu, presenciado naquela viagem inesquecível, a conversa cotidiana que realiza com amigos por meio eletrônico, que embora frag-men-ta-da, não importa, é linguagem da mesma forma.
Como você pôde perceber, casos acima ilustram que, cotidianamente, posicionamo-nos na qualidade de emissores, bem como na de receptores, fazendo uso de diferentes linguagens, todas elas adequando-se ao contexto comunicativo. Pois bem, pautados nesses pressupostos, os quais, enquanto usuários da língua, não podemos descartar, formalizamos propósitos concebidos como relevantes, uma vez que a seção, a qual a partir de agora você irá compartilhar, aborda acerca desses aspectos, levando em conta que as formas variadas de linguagem constituem nossa estada no meio social.
Nesse sentido, amigo(a) usuário(a), você compreenderá a razão de fazermos uso de uma linguagem formal, haja vista que o contexto em que estamos inseridos requisita que nos adequemos à situação comunicativa – o que nos leva a conscientizar de que existe um modelo tido como padrão. Perceberá também que, em meio ao convívio social, alguns vocábulos, ainda que não dicionarizados, se farão presentes. Claro! Os neologismos não existem somente por existir.
Os estrangeirismos... Ah! Eles nem se fala! Pois basta atravessarmos a rua para depararmos com aquela loja cuja razão social se demarca não pela forma brasileira de se expressar, mas pela forma importada de outro país – fato que representa os tantos estrangeirismos com os quais convivemos, aqueles, tais como “fast-food”, “happy-hour”, para não citarmos os outros... isso demandaria um certo tempo.
Voltando àquela viagem, pode ser que as constatações se materializaram por alguns exemplos, tais como “bergamota”, “mexerica”, “aipim”, “mandioca”... para não citarmos os demais, entende? Eles, somente eles, representam os regionalismos, claro!
Enfim, você constatará também que algumas vezes, não raras, por sinal, fará uso de uma linguagem mais despojada, mais descontraída, tudo isso porque a linguagem informal também norteia nossos passos, evidentemente.
Como constatado, todas essas situações se constituem de características, de marcas linguísticas que lhes são próprias, as quais, de forma minuciosa, encontrar-se-ão aqui retratadas, por meio desta seção, preparada especialmente para você!!!
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História em quadrinhos - Redação
História em quadrinhos
Tal modalidade insere-se entre os textos com os quais comumente convivemos. Compõem o quadro dos chamados narrativos por apresentarem características semelhantes à narração, como personagens, espaço, tempo, sobretudo pelo enredo se caracterizar por uma sequência de ações.
Apenas diferem-se pelo fato de que, ao invés do narrador, o diálogo é retratado de forma direta, representado em forma de balões, uma composição gráfica, em consonância com uma linguagem não verbal, na qual as imagens representam um papel de destaque, de modo a promover a interação entre os interlocutores por meio de uma relação de causa e efeito.
Quanto às finalidades, talvez a principal seja visar ao entretenimento, embora em algumas ocasiões veicula uma informação como forma de alertar a população para problemas polêmicos, como é o caso de campanhas comunitárias relacionadas à área da saúde, fatores ligados ao trânsito, consumo de água e energia, dentre outros.
Como anteriormente mencionado, é de fundamental importância que haja uma efetiva interação entre o leitor e o discurso, associando-o a elementos icônicos (imagens) e ao texto (elementos linguísticos), por se tratar de uma comunicação mais imediata.
Procurando inteirar-nos mais sobre o assunto ora explanado, verificaremos a seguir alguns de seus elementos primordiais:
# Localização dos balões – indica a ordem em que sucedem as falas (de cima para baixo, da direita para a esquerda).
# Contorno dos balões – A forma como são criados representam a postura assumida pelos personagens, como por exemplo:
Em linha contínua (fala pronunciada em tom normal)
Linhas interrompidas (fala sussurrada)
ziguezagueada (representam um grito, um personagem falando alto, ou o som de um rádio ou televisão).
# Sinais de pontuação – reforçam sentimentos, conferindo maior expressividade à voz dos personagens.
# Emprego das onomatopeias – conferem movimento à história, imitando sons do ambiente, entre as quais podemos citar:
crash - para uma batida; zzzz – para o sono; rrrr - para o rosnado de um cão, buuum – para uma explosão, ente outras.
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Formas variadas de linguagem - Redação
Formas variadas de linguagem
Formas variadas de linguagem atestam uma ocorrência voltada para as diferentes circunstâncias comunicativas de que fazemos parte cotidianamente.
Demarcando as diferentes circunstâncias de comunicação, eis que nos deparamos com as formas variadas de linguagem
Um bate-papo informal com os amigos, um discurso de formatura, aquele linguajar, digamos assim, diferente do seu, presenciado naquela viagem inesquecível, a conversa cotidiana que realiza com amigos por meio eletrônico, que embora frag-men-ta-da, não importa, é linguagem da mesma forma.
Como você pôde perceber, casos acima ilustram que, cotidianamente, posicionamo-nos na qualidade de emissores, bem como na de receptores, fazendo uso de diferentes linguagens, todas elas adequando-se ao contexto comunicativo. Pois bem, pautados nesses pressupostos, os quais, enquanto usuários da língua, não podemos descartar, formalizamos propósitos concebidos como relevantes, uma vez que a seção, a qual a partir de agora você irá compartilhar, aborda acerca desses aspectos, levando em conta que as formas variadas de linguagem constituem nossa estada no meio social.
Nesse sentido, amigo(a) usuário(a), você compreenderá a razão de fazermos uso de uma linguagem formal, haja vista que o contexto em que estamos inseridos requisita que nos adequemos à situação comunicativa – o que nos leva a conscientizar de que existe um modelo tido como padrão. Perceberá também que, em meio ao convívio social, alguns vocábulos, ainda que não dicionarizados, se farão presentes. Claro! Os neologismos não existem somente por existir.
Os estrangeirismos... Ah! Eles nem se fala! Pois basta atravessarmos a rua para depararmos com aquela loja cuja razão social se demarca não pela forma brasileira de se expressar, mas pela forma importada de outro país – fato que representa os tantos estrangeirismos com os quais convivemos, aqueles, tais como “fast-food”, “happy-hour”, para não citarmos os outros... isso demandaria um certo tempo.
Voltando àquela viagem, pode ser que as constatações se materializaram por alguns exemplos, tais como “bergamota”, “mexerica”, “aipim”, “mandioca”... para não citarmos os demais, entende? Eles, somente eles, representam os regionalismos, claro!
Enfim, você constatará também que algumas vezes, não raras, por sinal, fará uso de uma linguagem mais despojada, mais descontraída, tudo isso porque a linguagem informal também norteia nossos passos, evidentemente.
Como constatado, todas essas situações se constituem de características, de marcas linguísticas que lhes são próprias, as quais, de forma minuciosa, encontrar-se-ão aqui retratadas, por meio desta seção, preparada especialmente para você!!!
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Enunciação e contexto - Redação
Enunciação e contexto
A depender da intenção comunicativa estabelecida pela enunciação, o contexto se demarca como fator preponderante.
O contexto exerce influência significativa em se tratando de circunstâncias ligadas à enunciação
Estimado(a) usuário(a), você parece estar sempre querendo dizer algo, pois se concebendo como um ser eminentemente social, faz desse procedimento sua interação com os demais seres que se encontram à sua volta. Mas algo se mostrou pertinente neste momento, razão pela qual resolvemos indagá-lo(a) acerca de como procede: mostra-se totalmente objetivo(a) ou opta por causar uma certa impressão no seu interlocutor, levando-o a construir imagens e interpretações distintas mediante o que profere?
Independentemente de qualquer que seja seu posicionamento frente a tal indagação, o importante é que saiba que estabelecemos comunicação a todo o momento, mas o mais importante é se conscientizar de que existem também distintas formas de materializar essa interação comunicativa, ou seja, dependendo do contexto, podemos ser claros, objetivos, mas, dependendo de outras situações, podemos, perfeitamente, darmo-nos ao “luxo” de embrenhar pelos caminhos da subjetividade, das múltiplas interpretações, sem dúvida. Assim afirmando, você pode dar uma reviravolta e se situar em algumas circunstâncias comunicativas corriqueiras, tais como um painel publicitário, uma notícia jornalística, uma obra literária, algumas charges e cartuns que tanto presenciamos por aí, enfim, diversas poderão ser elas.
Imersos então em alguns intentos, efetivamente demarcados, temos o privilégio de conduzi-lo(a) a se familiarizar com as formas de dizer, com os diferentes recursos estilísticos de que fizeram (e fazem) uso tantos representantes de nossas letras, materializados, sobretudo, pelas chamadas figuras de linguagem, tão expressivas quanto envolventes. Assim, nesse clima de magia, deixamos a cargo seu a habilidade de que dispõe para interpretar as palavras de nosso imortal Mário Quintana, quando ele diz:
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam voo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
Par de mãos e partem.
[...]
Por isso, para evitar que os poemas alcem voos mais altos e se tornem, talvez, inatingíveis, dê asas à sua curiosidade e navegue, interagindo com tudo de bom que aqui se encontra preparado para você!!!
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Descrição - Redação
Descrição
A descrição se caracteriza por uma modalidade em que o observador organiza os elementos para conduzir o interlocutor ao conhecimento da imagem de um dado objeto.
A descrição se caracteriza como uma recorrente modalidade de composição, expressa tanto por meio da oralidade quanto da escrita
Um aspecto parece emergir como relevante quando o assunto é estabelecermos familiaridade acerca dos fatos linguísticos, bem como acerca daqueles que norteiam as situações de produção escrita, sobretudo os gêneros textuais. Subsidiando então nesse princípio, tomemos como exemplo primeiro as circunstâncias ligadas à oralidade, cujas situações são recorrentes em que nos pegamos descrevendo acerca de um fato, de um lugar, de uma pessoa ou até mesmo de um objeto.
Indo um pouco mais além, contextualizando tal fato perante a linguagem escrita, a relevância adquire o mesmo tom, dada as circunstâncias comunicativas em que também fazemos uso dessa modalidade de composição, ora demarcada pela descrição. Nesse sentido, apoiando em outras modalidades, tais como a narração e a dissertação, não há como entendê-las e, sobretudo, materializá-las de forma separada, haja vista que todas elas podem se fundir ao mesmo tempo, a depender das intenções comunicativas propostas pelo enunciador.
Com base, pois, em tais pressupostos, usuário(a) amigo(a), é que temos o privilégio de destinar a você esta subseção, que, de forma específica, explora aspectos amplamente pertinentes à chamada descrição, a qual se torna constatável por meio da seleção e organização dos elementos pelo observador para conduzir o interlocutor ao conhecimento da imagem de um dado objeto por ora descrito, lembrando-se de que esse objeto pode se materializar de distintos tipos.
Você entenderá também que essa descrição tanto pode se dar de forma fidedigna, ou seja, o objeto pode ser representado sem quaisquer traços de intervenções subjetivas por parte do observador, quanto pode também se dar por meio de nítidos traços de envolvimento pessoal por parte desse alguém. Como se vê, razões não faltam para clicar, constatar e se interagir com todas as novidades que aqui se encontram reservadas para essa pessoa tão especial: você!!! Aproveite, pois!
Carta - Carta do leitor - Carta Argumentativa - Carta comercial - Carta de informação - Carta de Reclamação - Carta de solicitação - Redação
Carta
Cartas pessoais é uma das opções existentes.
Quando queremos solicitar algo para alguém ou responder uma solicitação, fazer uma declaração de amor, despedirmo-nos, argumentar algo que foi dito, escrever diretamente a um leitor de revista ou jornal, contar novidades para o amigo que mora distante, fazer uma comunicação de um fato...ali está a carta!
Essa forma de produção textual existe desde que o homem necessita de comunicação à distância ou, mais precisamente, desde as inscrições rupestres, as quais eram cartas em forma de símbolos.
Aqui no Brasil, temos a carta-registro de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal Dom Manuel I, relatando o descobrimento das novas terras.
As cartas ditas “sociais” eram mais comuns antes do advento da tecnologia. No entanto, com a evolução da informática, hoje temos o e-mail, veículo de informação que transporta vários tipos de cartas a todo o momento.
Atualmente, é muito difícil encontrar pessoas que troquem correspondências escritas à mão. Ao contrário, elas se falam por meio do correio eletrônico, que não precisa nem mesmo de selo, ou seja, de ser pago.
Nessa seção você encontrará as características dos diversos tipos de carta: comercial, pessoal, formal, informal, de amor, de despedida, argumentativa, ao leitor, resposta.
A Carta do leitor
A carta do leitor é uma maneira de fazer parte da opinião pública!
Você já observou que nos jornais e revistas há um espaço reservado para que a opinião dos leitores seja publicada?
Estamos falando das cartas dos leitores, as quais mostram opiniões e sugestões; debatem os argumentos levantados nos artigos e fazem críticas a respeito; trazem perguntas, reflexões, elogios, incentivos, etc.
Para o leitor é o meio de expor seu ponto de vista em relação ao assunto lido, para o veículo de informação é uma arma publicitária para saber o que está agradando a opinião pública.
Não há regras estabelecidas para se fazer uma carta no estilo “carta do leitor”, a não ser as que já são preconizadas, ou seja, recomendadas ao escrevermos a alguém: especifique o assunto e seja breve; trace previamente o objetivo da carta (opinar, sugerir, debater); escreva em uma linguagem clara, precisa e nunca faça uso de palavras de baixo calão, pois sua carta não será publicada!
O objetivo do leitor ao escrever uma carta para um jornal da cidade ou uma revista de circulação nacional é tornar pública sua ideia e se sentir parte da informação. A carta do leitor é tão importante que pode ser fonte para uma nova notícia, uma vez que ao expor suas considerações a respeito de um assunto, o destinatário pode acrescentar outros fatos igualmente interessantes que estejam acontecendo e possam ser abordados!
Deve-se ter muito cuidado ao redigir uma carta, pois será lida por muitas pessoas. Por isso, revise o texto e observe com atenção se há clareza nas frases, se os períodos não estão muito longos e se não há repetições de ideias ou palavras, se há erros de pontuação e grafia.
Importante: Não se preocupe apenas em dizer o que pensa, o que acha, mas dê seu ponto de vista sempre explicando com muito cautela, e se expuser fatos, tenha certeza que são verdadeiros.
Carta Argumentativa
Com o advento da internet e dos recursos tecnológicos de uma maneira geral, a forma de comunicação entre as pessoas mudou consideravelmente. Antigamente, era muito usual utilizar-se de cartas, telegramas, cartões postais para se comunicar com pessoas que ora encontravam-se distantes.
Atualmente existe e-mail, MSN, ORKUT, e tantos outros que possibilitam a comunicação em tempo real. Entretanto, a carta argumentativa ainda continua sendo um veículo de comunicação muito importante e muito requisitado nos concursos e provas de vestibulares.
Para entendermos sobre a sua parte estrutural, é importante lembrarmos que, como o próprio diz, nos lembra a questão de exposição de ideias, ou seja, o emissor deve persuadir o interlocutor através do seu ponto de vista sobre determinado assunto. E logo, a linguagem deverá ser clara, coesa e objetiva.
A única diferença é que na carta há uma interlocução explícita, ou seja, ela é destinada a um ou mais destinatários de forma específica.
O grau de formalidade dependerá do nível de intimidade estabelecido entre os interlocutores.
Para entendermos melhor esse processo é necessário fazer a distinção entre uma carta destinada ao prefeito de sua cidade requisitando melhorias no setor de pavimentação das ruas, e uma ao presidente de seu bairro, sugerindo melhoria na qualidade do som durante as reuniões.
Neste caso, fica evidente o grau de formalismo.
Vejamos agora um exemplo deste gênero textual, que é a carta, em uma crônica de Moacyr Scliar:
(Nome da cidade e data)
(O vocativo, ou seja, a pessoa a quem é endereçada a carta)
PREZADOS SENHORES,
Uns amigos me falaram que os senhores estão para destruir 45 mil pares de tênis falsificados com a marca Nike e que, para esse fim, uma máquina especial já teria até sido adquirida. A razão desta cartinha é um pedido. Um pedido muito urgente.
Antes de mais nada, devo dizer aos senhores que nada tenho contra a destruição de tênis, ou de bonecas Barbie, ou de qualquer coisa que tenha sido pirateada. Afinal, a marca é dos senhores, e quem usa essa marca indevidamente sabe que está correndo um risco. Destruam, portanto. Com a máquina, sem a máquina, destruam. Destruir é um direito dos senhores.
Mas, por favor, reservem um par, um único par desses tênis que serão destruídos para este que vos escreve. Este pedido é motivado por duas razões: em primeiro lugar, sou um grande admirador da marca Nike, mesmo falsificada. Aliás, estive olhando os tênis pirateados e devo confessar que não vi grande diferença deles para os verdadeiros.
Em segundo lugar, e isto é o mais importante, sou pobre, pobre e ignorante. Quem está escrevendo esta carta para mim é um vizinho, homem bondoso. Ele vai inclusive colocá-la no correio, porque eu não tenho dinheiro para o selo. Nem dinheiro para selo, nem para qualquer outra coisa: sou pobre como um rato. Mas a pobreza não impede de sonhar, e eu sempre sonhei com um tênis Nike. Os senhores não têm ideia de como isso será importante para mim. Meus amigos, por exemplo, vão me olhar de outra maneira se eu aparecer de Nike. Eu direi, naturalmente, que foi presente (não quero que pensem que andei roubando), mas sei que a admiração deles não diminuirá: afinal, quem pode receber um Nike de presente pode receber muitas outras coisas. Verão que não sou o coitado que pareço.
Uma última ponderação: a mim não importa que o tênis seja falsificado, que ele leve a marca Nike sem ser Nike. Porque, vejam, tudo em minha vida é assim. Moro num barraco que não pode ser chamado de casa, mas, para todos os efeitos, chamo-o de casa.
Uso a camiseta de uma universidade americana, com dizeres em inglês, que não entendo, mas nunca estive nem sequer perto da universidade – é uma camiseta que encontrei no lixo. E assim por diante.
Mandem-me, por favor, um tênis. Pode ser tamanho grande, embora eu tenha pé pequeno. Não me desagradaria nada fingir que tenho pé grande. Dá à pessoa uma certa importância. E depois, quanto maior o tênis, mais visível ele é. E, como diz o meu vizinho aqui, visibilidade é tudo na vida.
Atenciosamente – (despedida formal)
(O nome do emissor, isto é, a pessoa que enviou a carta)
Carta comercial
A carta comercial, também chamada de correspondência técnica, é um documento com objetivo de se fazer uma comunicação comercial, empresarial.
A redação comercial tem como características comuns:
a) clareza: o texto, além de ser claro, deve ser objetivo, como forma de evitar múltiplas interpretações, o que prejudica os comunicados e negócios.
b) estética: a fim de causar boa impressão, o texto deve estar bem organizado e dentro da estruturação cabível. Não pode haver rasuras ou “sujeiras” impregnadas ao papel.
c) linguagem: seja conciso e objetivo: passe as informações necessárias, sem ficar usufruindo de recursos estilísticos. Seja impessoal, ou seja, não faça uso da subjetividade e de sentimentalismo. E por fim, escreva com simplicidade, mas observando a norma culta da língua.
É muito importante que haja correção, pois um possível equívoco pode gerar desentendimento entre as partes e possíveis prejuízos de ordem financeira.
Como fazer uma carta comercial? Vejamos a estrutura que deve ser seguida:
1º passo: O papel deve ter o timbre e/ou cabeçalho, com as informações necessárias (nome, endereço, logotipo da empresa). Normalmente, já vem impresso.
2º passo: Coloque o nome da localidade e data à esquerda e abaixo do timbre. Coloque vírgula depois do nome da cidade! O mês deve vir em letra minúscula, o ano dever vir junto (2008), sem ponto ou espaço. Use ponto final após a data.
3º passo: Escreva o nome e o endereço do destinatário à esquerda e abaixo da localidade e data.
4º passo: Coloque um vocativo impessoal: Prezado(s) Senhor(Senhores), Caro cliente, Senhor diretor, Senhor Gerente, etc.
5º passo: Inicie o texto fazendo referência ao assunto, tais como: “Com relação a...”, “Em atenção à carta enviada..”, “Em atenção ao anúncio publicado...”, “Atendendo à solicitação...”, “Em cumprimento a...”, “Com relação ao pedido...”, “Solicito que...”, “Confirmamos o recebimento”, dentre outras.
Observação: Evite iniciar com “Através desta”, “Solicito através desta”, “Pela presente” e similares, pois são expressões pleonásticas, uma vez que está claro que o meio de comunicação adotado é a carta.
6º passo: Exponha o texto, como dito anteriormente, de forma clara e objetiva. Pode-se fazer abreviações do pronome de tratamento ao referir-se ao destinatário: V.Sª.; V. Exa.; Exmo.; Sr.; etc.
7º passo: Corresponde ao fecho da carta, o qual é o encerramento da mesma. Despeça-se em tom amigável: Cordialmente, Atenciosamente, Respeitosamente, Com elevado apreço, Saudações cordiais, etc.
Observação: Evite terminar a carta anunciando tal fato (Termino esta) ou de forma muito direta (Sem mais para o momento, despeço-me).
Modelo de carta comercial
Loja da Maria
Maria e Cia. Ltda.
Comércio de utensílios
Av. João, 1000
Goiânia – GO
Goiânia, 03 de março de 2008.
Ao diretor
Joaquim Silva
Rua das Amendoeiras, 600
Belo Horizonte – MG
Prezado Senhor:
Confirmamos ter recebido uma reivindicação de depósito no valor três mil reais referente ao mês de fevereiro. Informamo-lhe que o referido valor foi depositado no dia 1º de março, na agência 0003, conta corrente 3225, Banco dos empresários. Por favor, pedimos que o Sr. verifique o extrato e nos comunique o pagamento. Pedimos escusas por não termos feito o depósito anteriormente, mas não tínhamos ainda a nova conta bancária.
Nada mais havendo, reafirmamos os nossos protestos de elevada estima e consideração.
Atenciosamente,
Amélia Sousa
Gerente comercial
Carta de informação
A carta de informação está inserida dentro do contexto comercial, pois, normalmente, é trocada entre departamentos de uma mesma empresa ou entre empresa e seus representantes e fornecedores.
O objetivo deste canal de comunicação faz referência à sua própria denominação: informar o destinatário sobre alguma coisa.
Veja um exemplo:
Estimados Senhores,
Comunicamos-lhes que no dia 03 do corrente mês haverá uma reunião dos departamentos financeiro e contábil com a diretoria. Na ocasião, haverá premiação aos melhores vendedores, bem como do contador mais organizado. Por este motivo, as outras seções estão convidadas a prestigiar os colegas a partir das 9 horas da manhã, na sala de reuniões.
Agradecemos-lhes a atenção.
Cordialmente,
Diretoria da X2 empresa de cosméticos.
Carta de Reclamação
A carta de reclamação é utilizada quando o remetente descreve um problema ocorrido a um destinatário que pode resolvê-lo. É considerado um texto persuasivo, pois o interlocutor tenta convencer o receptor da mensagem a encontrar uma solução para o problema apontado na carta.
Por este motivo, quem reclama deve se utilizar de um discurso argumentativo: descrevendo de maneira clara o(s) problema(s), motivo(s) pelo qual pode ter ocorrido, as consequências se não for resolvido. A exposição dos fatos deve comprovar que o remetente é quem tem razão, o qual pode ainda, apontar as possíveis soluções para que haja entendimento entre as partes.
É essencial que a carta de reclamação tenha: identificação do remetente e do destinatário, data e local, assinatura, documentos em anexo (caso necessário).
Lembre-se de expor claramente os antecedentes, pois neles estão os motivos pelos quais a reclamação está sendo feita.
A carta deve ser preferencialmente digitada, pois facilita a leitura e evita equívocos.
Veja um exemplo:
Remetente:
João da Silva
Rua dos Joaquins, nº 01, Bairro JJ
000-000 Campinas do Sul
Destinatário:
COMPUTERLY, LTDA.
Rua do equívoco, nº 2
0000-000 Campinas do Sul
Campinas do Sul, 29 de Fevereiro de 2009.
Assunto: computador entregue com estragos aparentes
Exmo(s). Senhor (es),
No último dia 05 de Fevereiro, dirigi-me ao seu estabelecimento, situado na Rua do equívoco, nº 2, como endereçado, a fim de comprar um computador. Após escolher o modelo que me interessou, solicitei que a mercadoria fosse entregue na minha casa. Para tanto, assinei a nota de encomenda e paguei a taxa para que fosse realizado o serviço. No dia 10 do mesmo mês, foi-me entregue o computador encomendado, no entanto, após ligar o aparelho na tomada constatei que o mesmo emitia mais de 8 apitos e não funcionava.
Diante deste fato, recusei o computador e solicitei que me fosse enviado outro exemplar em excelente estado, o que faria jus ao valor já pago. Entretanto, até a presente data continuo à espera.
O atraso na resolução do problema vem ocasionado vários transtornos ao meu cotidiano. Por este motivo, demando que outro computador de mesma marca e modelo seja entregue, sem falta, dentro de 3 dias úteis. Caso contrário, anularei a compra e exijo o dinheiro do pagamento de volta.
Sem mais,
João da Silva.
Anexos: fotocópias da nota fiscal de compra e do recibo da taxa de entrega.
Importante: Sempre tenha uma cópia e caso entregue em mão, solicite a assinatura de quem recebeu com a data, se possível carimbada (no caso de empresa).
Carta de solicitação
A carta de solicitação faz parte das cartas comerciais e deverá possuir: timbre da empresa, iniciais do departamento, número da carta, local e data, destinatário, referência, assunto, saudação, corpo do texto, despedida e assinatura.
O objetivo desse tipo de carta, como o próprio nome já diz, é fazer um pedido (solicitar algo) ao destinatário.
Veja um exemplo:
Timbre da empresa
Dep. de vendas
Nº 02/09
Ao Diretor do Dep.de Faturamento
João Esleveriano da Costa
Recife, _____ de fevereiro de 2009.
Prezado Senhor,
Solicito a esse departamento, do qual V.Sª. é diretor, que tenha a gentileza de enviar-me a tabela de faturamento do último mês, a fim de que possamos conferir algumas vendas realizadas.
Antecipo-lhe meus agradecimentos, certo de que serei prontamente atendido, dada a eficiência desta seção.
Subscrevo-me.
Cordialmente,
Antonie Bernardo da Luz.
Chefe do departamento de vendas.
Há alguns sinônimos que podem ser utilizados: estimado senhor, peço-lhe o obséquio de, peço-lhe a gentileza, solicito a V.Sª. a especial fineza de, informar-me, comunicar-me, desde já, apresento-lhe meus agradecimentos, antecipadamente grato, me firmo.
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Carta
Cartas pessoais é uma das opções existentes.
Quando queremos solicitar algo para alguém ou responder uma solicitação, fazer uma declaração de amor, despedirmo-nos, argumentar algo que foi dito, escrever diretamente a um leitor de revista ou jornal, contar novidades para o amigo que mora distante, fazer uma comunicação de um fato...ali está a carta!
Essa forma de produção textual existe desde que o homem necessita de comunicação à distância ou, mais precisamente, desde as inscrições rupestres, as quais eram cartas em forma de símbolos.
Aqui no Brasil, temos a carta-registro de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal Dom Manuel I, relatando o descobrimento das novas terras.
As cartas ditas “sociais” eram mais comuns antes do advento da tecnologia. No entanto, com a evolução da informática, hoje temos o e-mail, veículo de informação que transporta vários tipos de cartas a todo o momento.
Atualmente, é muito difícil encontrar pessoas que troquem correspondências escritas à mão. Ao contrário, elas se falam por meio do correio eletrônico, que não precisa nem mesmo de selo, ou seja, de ser pago.
Nessa seção você encontrará as características dos diversos tipos de carta: comercial, pessoal, formal, informal, de amor, de despedida, argumentativa, ao leitor, resposta.
A Carta do leitor
A carta do leitor é uma maneira de fazer parte da opinião pública!
Você já observou que nos jornais e revistas há um espaço reservado para que a opinião dos leitores seja publicada?
Estamos falando das cartas dos leitores, as quais mostram opiniões e sugestões; debatem os argumentos levantados nos artigos e fazem críticas a respeito; trazem perguntas, reflexões, elogios, incentivos, etc.
Para o leitor é o meio de expor seu ponto de vista em relação ao assunto lido, para o veículo de informação é uma arma publicitária para saber o que está agradando a opinião pública.
Não há regras estabelecidas para se fazer uma carta no estilo “carta do leitor”, a não ser as que já são preconizadas, ou seja, recomendadas ao escrevermos a alguém: especifique o assunto e seja breve; trace previamente o objetivo da carta (opinar, sugerir, debater); escreva em uma linguagem clara, precisa e nunca faça uso de palavras de baixo calão, pois sua carta não será publicada!
O objetivo do leitor ao escrever uma carta para um jornal da cidade ou uma revista de circulação nacional é tornar pública sua ideia e se sentir parte da informação. A carta do leitor é tão importante que pode ser fonte para uma nova notícia, uma vez que ao expor suas considerações a respeito de um assunto, o destinatário pode acrescentar outros fatos igualmente interessantes que estejam acontecendo e possam ser abordados!
Deve-se ter muito cuidado ao redigir uma carta, pois será lida por muitas pessoas. Por isso, revise o texto e observe com atenção se há clareza nas frases, se os períodos não estão muito longos e se não há repetições de ideias ou palavras, se há erros de pontuação e grafia.
Importante: Não se preocupe apenas em dizer o que pensa, o que acha, mas dê seu ponto de vista sempre explicando com muito cautela, e se expuser fatos, tenha certeza que são verdadeiros.
Carta Argumentativa
Com o advento da internet e dos recursos tecnológicos de uma maneira geral, a forma de comunicação entre as pessoas mudou consideravelmente. Antigamente, era muito usual utilizar-se de cartas, telegramas, cartões postais para se comunicar com pessoas que ora encontravam-se distantes.
Atualmente existe e-mail, MSN, ORKUT, e tantos outros que possibilitam a comunicação em tempo real. Entretanto, a carta argumentativa ainda continua sendo um veículo de comunicação muito importante e muito requisitado nos concursos e provas de vestibulares.
Para entendermos sobre a sua parte estrutural, é importante lembrarmos que, como o próprio diz, nos lembra a questão de exposição de ideias, ou seja, o emissor deve persuadir o interlocutor através do seu ponto de vista sobre determinado assunto. E logo, a linguagem deverá ser clara, coesa e objetiva.
A única diferença é que na carta há uma interlocução explícita, ou seja, ela é destinada a um ou mais destinatários de forma específica.
O grau de formalidade dependerá do nível de intimidade estabelecido entre os interlocutores.
Para entendermos melhor esse processo é necessário fazer a distinção entre uma carta destinada ao prefeito de sua cidade requisitando melhorias no setor de pavimentação das ruas, e uma ao presidente de seu bairro, sugerindo melhoria na qualidade do som durante as reuniões.
Neste caso, fica evidente o grau de formalismo.
Vejamos agora um exemplo deste gênero textual, que é a carta, em uma crônica de Moacyr Scliar:
(Nome da cidade e data)
(O vocativo, ou seja, a pessoa a quem é endereçada a carta)
PREZADOS SENHORES,
Uns amigos me falaram que os senhores estão para destruir 45 mil pares de tênis falsificados com a marca Nike e que, para esse fim, uma máquina especial já teria até sido adquirida. A razão desta cartinha é um pedido. Um pedido muito urgente.
Antes de mais nada, devo dizer aos senhores que nada tenho contra a destruição de tênis, ou de bonecas Barbie, ou de qualquer coisa que tenha sido pirateada. Afinal, a marca é dos senhores, e quem usa essa marca indevidamente sabe que está correndo um risco. Destruam, portanto. Com a máquina, sem a máquina, destruam. Destruir é um direito dos senhores.
Mas, por favor, reservem um par, um único par desses tênis que serão destruídos para este que vos escreve. Este pedido é motivado por duas razões: em primeiro lugar, sou um grande admirador da marca Nike, mesmo falsificada. Aliás, estive olhando os tênis pirateados e devo confessar que não vi grande diferença deles para os verdadeiros.
Em segundo lugar, e isto é o mais importante, sou pobre, pobre e ignorante. Quem está escrevendo esta carta para mim é um vizinho, homem bondoso. Ele vai inclusive colocá-la no correio, porque eu não tenho dinheiro para o selo. Nem dinheiro para selo, nem para qualquer outra coisa: sou pobre como um rato. Mas a pobreza não impede de sonhar, e eu sempre sonhei com um tênis Nike. Os senhores não têm ideia de como isso será importante para mim. Meus amigos, por exemplo, vão me olhar de outra maneira se eu aparecer de Nike. Eu direi, naturalmente, que foi presente (não quero que pensem que andei roubando), mas sei que a admiração deles não diminuirá: afinal, quem pode receber um Nike de presente pode receber muitas outras coisas. Verão que não sou o coitado que pareço.
Uma última ponderação: a mim não importa que o tênis seja falsificado, que ele leve a marca Nike sem ser Nike. Porque, vejam, tudo em minha vida é assim. Moro num barraco que não pode ser chamado de casa, mas, para todos os efeitos, chamo-o de casa.
Uso a camiseta de uma universidade americana, com dizeres em inglês, que não entendo, mas nunca estive nem sequer perto da universidade – é uma camiseta que encontrei no lixo. E assim por diante.
Mandem-me, por favor, um tênis. Pode ser tamanho grande, embora eu tenha pé pequeno. Não me desagradaria nada fingir que tenho pé grande. Dá à pessoa uma certa importância. E depois, quanto maior o tênis, mais visível ele é. E, como diz o meu vizinho aqui, visibilidade é tudo na vida.
Atenciosamente – (despedida formal)
(O nome do emissor, isto é, a pessoa que enviou a carta)
Carta comercial
A carta comercial, também chamada de correspondência técnica, é um documento com objetivo de se fazer uma comunicação comercial, empresarial.
A redação comercial tem como características comuns:
a) clareza: o texto, além de ser claro, deve ser objetivo, como forma de evitar múltiplas interpretações, o que prejudica os comunicados e negócios.
b) estética: a fim de causar boa impressão, o texto deve estar bem organizado e dentro da estruturação cabível. Não pode haver rasuras ou “sujeiras” impregnadas ao papel.
c) linguagem: seja conciso e objetivo: passe as informações necessárias, sem ficar usufruindo de recursos estilísticos. Seja impessoal, ou seja, não faça uso da subjetividade e de sentimentalismo. E por fim, escreva com simplicidade, mas observando a norma culta da língua.
É muito importante que haja correção, pois um possível equívoco pode gerar desentendimento entre as partes e possíveis prejuízos de ordem financeira.
Como fazer uma carta comercial? Vejamos a estrutura que deve ser seguida:
1º passo: O papel deve ter o timbre e/ou cabeçalho, com as informações necessárias (nome, endereço, logotipo da empresa). Normalmente, já vem impresso.
2º passo: Coloque o nome da localidade e data à esquerda e abaixo do timbre. Coloque vírgula depois do nome da cidade! O mês deve vir em letra minúscula, o ano dever vir junto (2008), sem ponto ou espaço. Use ponto final após a data.
3º passo: Escreva o nome e o endereço do destinatário à esquerda e abaixo da localidade e data.
4º passo: Coloque um vocativo impessoal: Prezado(s) Senhor(Senhores), Caro cliente, Senhor diretor, Senhor Gerente, etc.
5º passo: Inicie o texto fazendo referência ao assunto, tais como: “Com relação a...”, “Em atenção à carta enviada..”, “Em atenção ao anúncio publicado...”, “Atendendo à solicitação...”, “Em cumprimento a...”, “Com relação ao pedido...”, “Solicito que...”, “Confirmamos o recebimento”, dentre outras.
Observação: Evite iniciar com “Através desta”, “Solicito através desta”, “Pela presente” e similares, pois são expressões pleonásticas, uma vez que está claro que o meio de comunicação adotado é a carta.
6º passo: Exponha o texto, como dito anteriormente, de forma clara e objetiva. Pode-se fazer abreviações do pronome de tratamento ao referir-se ao destinatário: V.Sª.; V. Exa.; Exmo.; Sr.; etc.
7º passo: Corresponde ao fecho da carta, o qual é o encerramento da mesma. Despeça-se em tom amigável: Cordialmente, Atenciosamente, Respeitosamente, Com elevado apreço, Saudações cordiais, etc.
Observação: Evite terminar a carta anunciando tal fato (Termino esta) ou de forma muito direta (Sem mais para o momento, despeço-me).
Modelo de carta comercial
Loja da Maria
Maria e Cia. Ltda.
Comércio de utensílios
Av. João, 1000
Goiânia – GO
Goiânia, 03 de março de 2008.
Ao diretor
Joaquim Silva
Rua das Amendoeiras, 600
Belo Horizonte – MG
Prezado Senhor:
Confirmamos ter recebido uma reivindicação de depósito no valor três mil reais referente ao mês de fevereiro. Informamo-lhe que o referido valor foi depositado no dia 1º de março, na agência 0003, conta corrente 3225, Banco dos empresários. Por favor, pedimos que o Sr. verifique o extrato e nos comunique o pagamento. Pedimos escusas por não termos feito o depósito anteriormente, mas não tínhamos ainda a nova conta bancária.
Nada mais havendo, reafirmamos os nossos protestos de elevada estima e consideração.
Atenciosamente,
Amélia Sousa
Gerente comercial
Carta de informação
A carta de informação está inserida dentro do contexto comercial, pois, normalmente, é trocada entre departamentos de uma mesma empresa ou entre empresa e seus representantes e fornecedores.
O objetivo deste canal de comunicação faz referência à sua própria denominação: informar o destinatário sobre alguma coisa.
Veja um exemplo:
Estimados Senhores,
Comunicamos-lhes que no dia 03 do corrente mês haverá uma reunião dos departamentos financeiro e contábil com a diretoria. Na ocasião, haverá premiação aos melhores vendedores, bem como do contador mais organizado. Por este motivo, as outras seções estão convidadas a prestigiar os colegas a partir das 9 horas da manhã, na sala de reuniões.
Agradecemos-lhes a atenção.
Cordialmente,
Diretoria da X2 empresa de cosméticos.
Carta de Reclamação
A carta de reclamação é utilizada quando o remetente descreve um problema ocorrido a um destinatário que pode resolvê-lo. É considerado um texto persuasivo, pois o interlocutor tenta convencer o receptor da mensagem a encontrar uma solução para o problema apontado na carta.
Por este motivo, quem reclama deve se utilizar de um discurso argumentativo: descrevendo de maneira clara o(s) problema(s), motivo(s) pelo qual pode ter ocorrido, as consequências se não for resolvido. A exposição dos fatos deve comprovar que o remetente é quem tem razão, o qual pode ainda, apontar as possíveis soluções para que haja entendimento entre as partes.
É essencial que a carta de reclamação tenha: identificação do remetente e do destinatário, data e local, assinatura, documentos em anexo (caso necessário).
Lembre-se de expor claramente os antecedentes, pois neles estão os motivos pelos quais a reclamação está sendo feita.
A carta deve ser preferencialmente digitada, pois facilita a leitura e evita equívocos.
Veja um exemplo:
Remetente:
João da Silva
Rua dos Joaquins, nº 01, Bairro JJ
000-000 Campinas do Sul
Destinatário:
COMPUTERLY, LTDA.
Rua do equívoco, nº 2
0000-000 Campinas do Sul
Campinas do Sul, 29 de Fevereiro de 2009.
Assunto: computador entregue com estragos aparentes
Exmo(s). Senhor (es),
No último dia 05 de Fevereiro, dirigi-me ao seu estabelecimento, situado na Rua do equívoco, nº 2, como endereçado, a fim de comprar um computador. Após escolher o modelo que me interessou, solicitei que a mercadoria fosse entregue na minha casa. Para tanto, assinei a nota de encomenda e paguei a taxa para que fosse realizado o serviço. No dia 10 do mesmo mês, foi-me entregue o computador encomendado, no entanto, após ligar o aparelho na tomada constatei que o mesmo emitia mais de 8 apitos e não funcionava.
Diante deste fato, recusei o computador e solicitei que me fosse enviado outro exemplar em excelente estado, o que faria jus ao valor já pago. Entretanto, até a presente data continuo à espera.
O atraso na resolução do problema vem ocasionado vários transtornos ao meu cotidiano. Por este motivo, demando que outro computador de mesma marca e modelo seja entregue, sem falta, dentro de 3 dias úteis. Caso contrário, anularei a compra e exijo o dinheiro do pagamento de volta.
Sem mais,
João da Silva.
Anexos: fotocópias da nota fiscal de compra e do recibo da taxa de entrega.
Importante: Sempre tenha uma cópia e caso entregue em mão, solicite a assinatura de quem recebeu com a data, se possível carimbada (no caso de empresa).
Carta de solicitação
A carta de solicitação faz parte das cartas comerciais e deverá possuir: timbre da empresa, iniciais do departamento, número da carta, local e data, destinatário, referência, assunto, saudação, corpo do texto, despedida e assinatura.
O objetivo desse tipo de carta, como o próprio nome já diz, é fazer um pedido (solicitar algo) ao destinatário.
Veja um exemplo:
Timbre da empresa
Dep. de vendas
Nº 02/09
Ao Diretor do Dep.de Faturamento
João Esleveriano da Costa
Recife, _____ de fevereiro de 2009.
Prezado Senhor,
Solicito a esse departamento, do qual V.Sª. é diretor, que tenha a gentileza de enviar-me a tabela de faturamento do último mês, a fim de que possamos conferir algumas vendas realizadas.
Antecipo-lhe meus agradecimentos, certo de que serei prontamente atendido, dada a eficiência desta seção.
Subscrevo-me.
Cordialmente,
Antonie Bernardo da Luz.
Chefe do departamento de vendas.
Há alguns sinônimos que podem ser utilizados: estimado senhor, peço-lhe o obséquio de, peço-lhe a gentileza, solicito a V.Sª. a especial fineza de, informar-me, comunicar-me, desde já, apresento-lhe meus agradecimentos, antecipadamente grato, me firmo.
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