sexta-feira, 31 de maio de 2013

FOCA - Biologia, ZOOLOGIA, Trabalho Escolar.


FOCA

Da mesma forma que as baleias, os cachalotes e outros animais marinhos, a foca é, há muito tempo, vítima da caça predatória, o que a fez desaparecer de muitos lugares no mundo e ser considerada espécie em risco de extinção em outras, apesar das leis de proteção.
Em sentido amplo, o nome foca designa os animais das famílias dos otarídeos, odobenídeos e focídeos, em que se subdivide a subordem dos pinípedes. Conquanto a maioria dos zoólogos inclua os pinípedes na ordem dos carnívoros, autores modernos preferem considerá-los uma ordem autônoma da classe dos mamíferos. A foca diferencia-se do lobo ou leão-marinho, um otarídeo, por não ter orelhas e pelos membros posteriores voltados para trás. Por isso não anda em terra firme e tem de deslocar-se aos empurrões e em pequenos saltos. Difere da morsa (única espécie da família dos odobenídeos) pelo aspecto menos pesado e por não possuir os caninos proeminentes.
A foca tem corpo em forma de fuso, e a cabeça  arredondada. O pescoço é curto e os orifícios nasais podem fechar-se à vontade. Ao longo da evolução da espécie, os membros se transformaram em nadadeiras: as anteriores estão dispostas em posição normal, semelhante às de outros mamíferos, mas as posteriores se projetam na mesma direção do corpo. A dentição é semelhante à dos carnívoros e a alimentação inclui basicamente peixes e crustáceos. Dispõe de uma cobertura de pêlo denso e duro e apresenta no focinho barba e longos bigodes, que desempenham função sensorial. O volume de sangue circulante no corpo da foca é bem maior do que nos outros mamíferos em relação ao peso corporal; assim, muito oxigênio pode ser armazenado durante os mergulhos. Além disso, o aparelho circulatório tem dispositivos especiais para manter o fluxo de sangue no cérebro e diminuir nas vísceras; o ritmo cardíaco baixa consideravelmente e a tolerância ao gás carbônico é muito grande, o que evita o perigo de afogamento. Conforme a espécie, a foca pode ter de um a seis metros de comprimento. Excelente nadadora e mergulhadora, a foca alcança profundidades superiores a 200m, com períodos de imersão de mais de meia hora.
Algumas focas realizam regulares e extensas migrações, em rebanhos mais ou menos numerosos. Muitas espécies são gregárias e formam grupos de tamanho variável. Na época da reprodução, podem-se observar rebanhos de foca cinzenta de até 600 indivíduos. O período de gestação dura, em média, 11 meses.
A foca comum (Phoca vitulina), freqüente nas costas do Atlântico norte, tem cor cinza-pardacenta ou castanha na parte superior, salpicada de manchas escuras, e esbranquiçada no ventre. Durante a maior parte do ano, forma grupos em que se encontram indivíduos de ambos os sexos.
A foca da Groenlândia (P. groenlandica) habita as costas árticas e captura crustáceos, moluscos e peixes. Também do Ártico é a foca de anéis (P. hispida), de cor escura e manchas anelares amareladas, e a foca barbuda (Erignathus barbatus), de cor cinza-azulada e hábitos solitários.
Na Antártica destacam-se a foca de Ross (Ommatophoca rossi), de cor esverdeada, e a foca de Weddell (Leptonychotes weddelli), cuja pelagem é cinzenta com abundantes manchas claras e escuras.
Durante muito tempo, as focas constituíram uma das principais fontes de subsistência dos esquimós, que delas aproveitam a pele, a gordura e a carne.

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